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Todas as pessoas têm conhecimentos.
Não há ninguém que saiba tudo;
Não há ninguém que não saiba nada!
Freire.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Booooooa noite, estou um pouco sumida... mas quero saber de vocês, o que querem, estão precisando para que eu possa postar no blog?

Estou à disposição.

:D

Andrieli

terça-feira, 2 de junho de 2015

CONHECIMENTO CIENTÍFICO E SENSO COMUM

1)    Quais são as características do conhecimento científico e as do conhecimento do senso comum ou empírico?
Em sua obra intitulada “Convite a Filosofia”, Marilena Chauí, debate sobre alguns pontos essências a Atitude Científica, como também para com o senso comum. Ela busca salientar as diferenças entre esses pontos, com exemplos e conceitos que propiciam ao leitor uma compreensão dos fatos atribuídos. Pois bem, a questão acima, solicita descrever quais são as diferenças entre Conhecimento Cientifico e Conhecimento Empírico, segue um quadro comparativo sobre ambos os pontos:

CONHECIMENTO CIENTÍFICO
CONHECIMENTO EMPÍRICO
Objetivos
Subjetivos
Quantitativos
Qualitativos
Homogêneo
Heterogêneo
Generalizador de acordo com as mesmas leis
Generalizadores de opiniões e ideias
Diferenciadores daquilo que parece ser igual, desde que obedeçam as estruturas diferentes.
Estabelecem relações de causa e efeito por meio das generalizações
Somente ocorre relações causais depois de investigar a natureza ou estrutura do fato estudados e suas relações com outros semelhantes ou diferentes.
A regularidade, constância, repetição e diferença das coisas não surpreendem e não chamam a atenção. O Extraordinário sim, os surpreende.
A regularidade, constância, frequência, repetição e a diferença das coisas é surpreendente, onde o extraordinário é algo particular do que é regular.
Investigação científica é o mesmo que magia
A investigação Cientifica não é magia, é aquilo que opera para que ocorra um desencadeamento do mundo, onde ocorrem as relações racionais que podem ser conhecidas e que tais conhecimentos podem ser transmitidos a todos.
Projetam no mundo sentimentos de angustia e medo por conta do desconhecido.
Com o conhecimento, o homem pode libertar-se do medo.
Criam-se preconceitos, com os quais são interpretados a realidade que cerca os sujeitos e todos os acontecimentos.
Renovar e modificar estão sempre presentes na investigação científica.

Separam-se os elementos objetivos e subjetivos de um fenômeno.
Constroem um fenômeno com um objeto de conhecimento.
Demostram e provam os resultados obtidos durante uma investigação científica.
Relacionam um fato isolado com outros fatos, de forma a integra-lo em uma explicação racional unificada.

“formular um conjunto sintético de conceitos que expliquem e interpretem as causas e os efeitos, as relações de dependência, identidade e diferença entre todos os objetos que constituem o campo investigado.”





Assim, ela ressalta ainda que o senso comum é baseado em costumes, formalismo e histórias. Já a já a investigação científica é baseada em “pesquisas, investigações metódicas e sistemáticas e na exigência de que as teorias sejam internamente coerentes e digam a verdade sobre a realidade”.
Dewey (1979) retrata que o pensamento empírico dá lugar a doutrinas que quando inculcadas e transmitidas, podem-se converter-se em dogmas. Desta maneira, relata ainda que os homens acabam tornando-se ao longo do tempo “depositários e transmissores – instrutores – das doutrinas estabelecidas".


2)    Como o professor deve trabalhar com estas diferenças em sala de aula?
O professor deve trabalhar e desenvolver estas diferenças a todo o instante, pois muitos estudantes trazem consigo o senso comum, onde muitas vezes é no ambiente escolar que tomam ciência do conhecimento científico.
Desta forma, é preciso levantar questionamentos sobre o empírico e aplicar assim o conhecimento científico, mostrar o conceito de outra forma, outro olhar, com afirmações, investigações que comprovem como tal fato é realmente, e não, como acham que ele é. E ainda ressaltar que isso não é uma verdade única, que estará sujeita a novas investigações, pois, ela não é uma doutrina.

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13ª Ed. São Paulo: Ática, 2004. Unidade 7 – Cap. 1- A atitude cientifica, Cap. 2 – A ciência na história e Cap. 3 – As ciências humanas.


DEWEY, John. Como pensamos. Tradução: Haydée Camargo Campos. $ª Ed. São Paulo: Nacional, 1979ª. Atualidades pedagógicas; vol. 2. Cap. 13 – O pensamento empírico e o pensamento científico. P. 188-200.

PROUNI - trabalho Especialização Docência na Educação Superior - CEMAD UEL 2015

ANDRIELI DAL PIZZOL
ISABELA LIMA BRAZ GUEDES
MICHELLI FRANZO BENECIUTTI



Trabalho apresentado na disciplina de Educação Superior: Aspectos Históricos e Políticos, sob a orientação da Prof.ª Dra Soraya K. Chafic, para obtenção parcial de nota no primeiro semestre.

Londrina
2015






PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS: PROUNI

1. HISTÓRICO

O Programa Universidade para Todos- PROUNI foi criado no ano de 2004 pelo Governo Federal, com a finalidade de concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequências de formação específica, nas instituições de ensino superior privadas.
Tem como público alvo, estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou particular, com condições de bolsistas integrais e parciais com renda familiar per capita máxima de três salários mínimos.
Os alunos são selecionados pelas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, “conjugando-se, desse modo, inclusão à qualidade e mérito dos estudantes com melhores desempenhos acadêmicos”.
O Programa foi institucionalizado pela Lei nº 11.096 de 13/01/2005, onde oferece em contrapartida isenção de tributos para as instituições particulares que aderem ao programa, conta ainda com o Decreto nº 5.493 – 18/07/2005 que regulamenta para o cálculo do número de bolsas integrais que a instituição deverá ofertar.
O PROUNI possui ações conjuntas de incentivo à permanência dos estudantes nas instituições, como bolsa permanência, estágios por meio de convênios entre Ministério da Educação, Caixa Econômica Federal, FEBRABAN e Fies – Fundo de Financiamento Estudantil, o que possibilita ao bolsista parcial financiar a mensalidade integral não coberta pela bolsa do programa.

O PROUNI, somado ao FIES, SISU, Programa de apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), UAB e a expansão da rede Federal da educação profissional e tecnológica ampliam significativamente o número de vagas na educação superior, contribuindo para um maior acesso dos jovens à educação superior (BRASIL, 2015).


       A bolsa permanência consiste em um benefício com valor máximo equivalente ao praticado na política federal de bolsas de iniciação científica, sendo destinado ao custeio das despesas educacionais do portador de bolsa integral do PROUNI. Os alunos necessitam estar matriculados em cursos presenciais, com no mínimo seis semestres e cuja carga horária média seja igual ou superior a 6 horas/aula diárias.
Este programa é contemplado no Plano nacional de Educação de 2014, sendo mencionada na Meta 12, estratégia 12.20, onde contempla sobre os benefícios destinados a concessão de financiamentos aos estudantes matriculados regularmente em cursos superiores presenciais ou à distância, que possuam avaliação positiva, de acordo com os critérios estabelecidos pelo MEC. Em sua estratégia está previsto:

Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurada à qualidade da oferta e expansão para pelo menos 40% das novas matrículas (BRASIL, 2014).
           


2. REFERÊNCIAL TEÓRICO
           
O PROUNI foi criado com o intuito de oferecer bolsas de estudos aos estudantes de classes menos favorecidas, para que isso ocorresse era necessário que as instituições privadas aderissem ao programa, desta forma foi proposta a isenção de tributos, em que essas instituições poderiam realizar a renuncia fiscal, movimentar o seu capital e manter desta maneira uma dívida sustentável que não geraria problemas, assim este instrumento de financiamento indireto foi fundamental para o crescimento das instituições de ensino superior privadas, pois estas poderiam dar continuidade as atividades nos períodos de crise, pois com a queda do rendimento salarial ocorria com muita frequência a inadimplência e desistência por parte dos estudantes, que não conseguiam seguir com os estudos.
O programa surge assim com o discurso de justiça social para com os estudantes carentes, estes que não conseguiam entrar em instituições públicas por não ter uma base que os preparassem para tal segmento, assim, a concessão de bolsas de estudos foi uma forma de atrair estes jovens para a continuidade dos estudos, onde:

Tais medidas corroboram com os interesses de parte da sociedade civil, dos movimentos sociais em prol das ações afirmativas, bem como dos egressos do Ensino médio público, por não se considerarem uma demanda potencial às instituições públicas frente às barreiras impostas pelos exames vestibulares (CARVALHO, 2006).


No início do programa as buscas ainda eram pequenas, se comparadas aos dias de hoje, nas datas de inscrições do sistema do Ministério da Educação alcança números de visitas altíssimos, o que muitas vezes acarreta no travamento do sistema.
Carvalho (2006), afirma que a concepção do PROUNI, fere o artigo 213 da Constituição Federal, uma vez que a Carta Magna não autoriza a destinação de recursos públicos para instituições de educação superior com fins lucrativos e apenas admite a concessão de bolsas de estudos para o ensino fundamental e médio e assim sendo, neste caso, para as instituições sem fins lucrativos.
É importante salientar que o Governo Federal destina verbas ao PROUNI e demais programas de incentivo a educação superior, mas para, na sua maioria, instituições com fins lucrativos, deixando desta forma o ensino público enfraquecido. A autora ainda retrata que se fosse reduzido o financiamento indireto via renuncia fiscal em troca do acréscimo no financiamento ao segmento federal, as instituições públicas poderiam ampliar sua oferta de vagas, investir em segmentos indispensáveis em uma instituição de ensino. Pois, o programa universidade para todos é somente destinado às instituições privadas de ensino superior, deixando de lado a pública.

O PROUNI deveria promover uma política pública de acesso, mas não de permanência e conclusão do curso, orientando-se por uma concepção assistencialista nos moldes do Banco Mundial, que oferece benefícios e não direitos aos egressos do ensino público (CARVALHO, 2006).

                            O PROUNI ficou conhecido como carro-chefe da Reforma Universitária promovida pelo governo Lula. Ele promove uma política pública de acesso à educação superior, “pouco se preocupando com a permanência do estudante” (CATANI; HEY; GILIOLI, p.126, 2006). Assim o PROUNI acaba adquirindo a concepção de assistência social, oferecendo benefícios e não direitos aos bolsistas. O programa, de acordo com Catani, Hey e Giliolo (2006) promove acesso à educação superior com baixo custo para o governo, ou seja, ele atende às demandas do mercado e regula as contas do Estado “cumprindo a meta do PNE de aumentar a proporção de jovens de 18 e 24 anos matriculados em curso superior para 30% até 2010” (p.127). Ou seja, o PROUNI é um exemplo de como gastar menos para vender a imagem aos investidores externos que a dívida era sustentável.
                             O MEC pretendia instituir o PROUNI como uma medida provisória (MP), porém a decisão do governo foi encaminhá-lo como projeto de lei (PL). Desde o projeto de lei até sua aprovação, o programa sofreu várias alterações sugeridas pelas instituições de ensino superior (IES) particulares e beneficentes.

Projeto de Lei inicial
→ Bolsas de estudo integrais concedidas a brasileiros não portadores de diploma de curso superior e cuja renda familiar não exceda a 1 salário mínimo per capita
→ Atenderiam cerca de 80.000 alunos
→ Destinadas apenas a concluintes do ensino médio em escolas públicas e à formação de professores da rede pública em cursos de licenciatura ou pedagogia
→ Critérios para seleção: nota e perfil socioeconômico do estudante no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)
→ Os ingressantes em nível superior por meio do PROUNI seriam dispensados do processo seletivo das instituições privadas
→ Inclusão de políticas afirmativas por meio de oferta de bolsas aos autodeclarados negros e indígenas
 Fonte: CATANI; HEY; GILIOLI, 2006, p.127. Adaptado pelas autoras

O critério para seleção exclui os professores da rede pública, eles não precisam fazer o ENEM e apresentar perfil socioeconômico.
Também foram estipuladas metas diferentes às IES beneficentes e não-beneficentes. As não-beneficentes deveriam disponibilizar uma bolsa para cada nove alunos regularmente matriculados em cursos efetivamente instalados. Já as beneficentes disponibilizariam uma bolsa para cada quatro alunos de cursos de graduação ou sequencial de formação específica.
As IES aderentes ao PROUNI teriam o benefício de isenção de impostos, como dito anteriormente. Os impostos aos quais elas teriam isenção são: Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS). Devido a essas isenções, em 2005 a renúncia fiscal chegou a R$92 milhões.

A Constituição Federal de 1967 “determinava a não incidência de impostos sobre a renda, o patrimônio e os serviços dos estabelecimento de ensino de qualquer natureza”, com o que “as organizações privadas de ensino superior gozavam do privilégio, desde a sua criação, de imunidade fiscal, não recolhendo aos cofres públicos a receita tributária devida (CARVALHO; LOPERATO, 2005: In CASTANI; HEY; GILIOLI, p.128, 2006).


Esse incentivo do PROUNI ajudou no desenvolvimento das IES privadas, visto que elas voltaram a ter um benefício que fora determinado pela Constituição Federal de 1967, mas revogado pela LDB/1996 quando as IES privadas foram divididas em com fins lucrativos e sem fins lucrativos.
O PL estabelecia um vínculo com as IES com validade de dez anos, renovável por igual período. As instituições que apresentassem baixo desempenho no Sistema Nacional de Avaliação de Educação Superior (SINAES) por dois anos consecutivos ou três anos intercalados no período de cinco anos, não poderiam participar do programa.
Enquanto o PL condicionava a participação das IES no Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) à adesão ao PROUNI, na MP essa restrição sofreu suavização. Prioritariamente só poderiam participar do FIES as IES aderentes ao PROUNI. Foi estipulada multa de até 1% de seu faturamento anual às IES que descumprissem as regras do PROUNI. Essa punição foi retirada da Lei e da MP.
Quando o Projeto de Lei do PROUNI chegou ao Congresso, as mantenedoras propuseram diversas alterações: desobrigação das filantrópicas destinarem 20% da gratuidade em bolsas integrais; inclusão de bolsas parciais; ampliação da faixa de renda familiar de um para três salários mínimos; inclusão de processos seletivos afora o Enem. As IES com fins lucrativos fizeram as seguintes sugestões para o PL: reserva de apenas 5% das vagas para alunos carentes; não oferecimento de bolsas integrais; oferecimento de bolsas parciais de 20% a 80%. O Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) apenas reivindicou a concessão de bolsas parcias de 50%, o que foi logo acatado. Também foi sugerida a participação de estudantes que cursaram o ensino médio privado como bolsistas integrais. O PL recebeu 292 propostas de emenda. A maioria beneficiando as mantenedoras.

Emendas aceitas pelo relator do Projeto de Lei do PROUNI
→ Permitiu-se que as filantrópicas destinassem meia-bolsa aos estudantes
→ Para as beneficentes a exigência de bolsas integrais caiu de 20% para 10%
→ Faixa de rendimento dos bolsistas integrais sobe de 1 para 1,5 salários mínimos
→ Limite de 3 salários mínimos para bolsa parcial
→ Inclusão de alunos com necessidades especiais como destinatários
→ Participação no programa de alunos que cursaram todo o ensino médio como bolsistas integrais em instituições privadas
→ Introdução de seleção interna na IES após a “pré-seleção” do Enem
Fonte: CATANI; HEY; GILIOLI, 2006, p.130. Adaptado pelas autoras

Em 30 de janeiro de 2006 foi criada a Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle do Programa Universidade para Todos (CONAP). Um órgão colegiado com atribuições consultivas, vinculado à Secretaria de Educação Superior. O CONAP era predominantemente controlado pela iniciativa privada não sendo representado por nenhum membro de universidade pública.
A MP do PROUNI sofreu mais algumas mudanças para ser aprovado em primeira votação na Câmara dos Deputados em 01/12/2004.

Mudanças da Medida Provisória do PROUNI antes da aprovação
→ IES não-beneficentes destinariam 7,14% de suas vagas aos beneficiários
→ A MP estabelecia 10%
→ IES com fins lucrativos, 1 beneficiário para cada 28 alunos pagantes
→ 1 beneficiário para cada 4 alunos pagantes
Fonte: CATANI; HEY; GILIOLI, 2006, p.133. Adaptado pelas autoras

A queda das vagas de 10% para 7% foi uma derrota para o governo. Após a aprovação da MP do PROUNI o governo-oposição entrou em um acordo em aumentar o percentual de bolsistas em 8,5% a partir de 2006.
De acordo com Catani, Hey e Gilioli, o problema maior do PROUNI é a permanência do estudante até a conclusão do curso.

O Observatório Universitário da Universidade Cândido Mendes constatou que cerca de 35% dos alunos que estão no último ano do ensino médio ou que já o concluíram (3,7 milhões num total de 10,5 milhões) “vêm de famílias em que a renda média sequer é suficiente para comprar eletrodomésticos de primeira necessidade, como geladeiras, ou que comprometem mais de 40% do orçamento familiar com aluguel” (GOIS, 2004a; In CATANI; HEY; GILIOLI, p.134, 2006).


         A solução para este problema talvez estivesse no projeto do MEC de bolsas-permanência a estudantes carentes. Em 2004 o Ministro Tarso Genro previa a concessão de 60 a 80 mil bolsas de um salário mínimo. Porém esse projeto foi esquecido até 2005, quando o governo anunciou um “pacote de bondades” voltado à área educacional, que incluía a bolsa-permanência do PROUNI. Contudo essa bolsa atenderia somente 4.000 estudantes com bolsas integrais do PROUNI.
A falta de controle democrático do PROUNI o desclassifica de ser uma Parceria Público Privada (PPP). O PROUNI não cobrou do setor privado certos aspectos que as PPPs deveriam cobrar como “a exigência de licitação, a constituição de sociedade com propósito específico, a garantia de rentabilidade, a segurança de recebimento, etc” (CARVALHO; LOPREATO, p.96, 2005, In. CATANI; HEY; GILIOLI, p.137, 2006).



3. DEPOIMENTO DE EX-BOLSITA DO PROUNI

Apesar de todas as discussões entorno do programa, não se pode deixar de reconhecer a mudança que traz para a vida de quem usufrui do benefício. Dentre os diversos aspectos pode-se mencionar a burocracia que o aluno tem ao tentar comprovar sua baixa renda, o que muitas vezes o leva a perder dias e até semanas de aula:

“Quando recebi o e-mail do MEC falando sobre a bolsa concedida, fui até a Faculdade para dar entrada na documentação. A burocracia foi grande! Precisei comprovar que tinha "baixa renda", ou seja que a renda não passava de 3 salários mínimos na época... Depois de levar cópias de todos os documentos, consegui me matricular. Demorou tanto que cheguei a perder a primeira semana de aula.”

Porém, para aqueles que sabem aproveitar a oportunidade, o conhecimento adquirido pode render bons resultados no futuro:


“Considero que foi muito importante a oportunidade que eu tive... Me despertou para a cultura geral, a história geral... Com relação às notas, não podiam ser menores que 7.0. Não podia levar dependência e nem reprovar por falta. Caso contrário, perderia a bolsa.”

4. CONSIDERAÇOES FINAIS

                        O Programa Universidade para todos – PROUNI ficou conhecido por ser o carro-chefe da proposta de Reforma Universitária pelo governo de Luiz Inácio, vale ressaltar que este programa também ganhou reforço nas campanhas eleitorais. O PROUNI é uma excelente proposta de apoio e incentivo ao ensino superior, uma pena que ele seja apenas destinado ao ensino superior privado, onde o repasse de verbas é destinado com mais facilidade do que o ensino superior público.
                        Uma pena também, que existam instituições de ensino que usufruíram deste mecanismo para crescerem financeiramente, onde deixam a tríade educacional de lado (ensino, pesquisa e extensão), enfraquecendo desta forma, cada vez mais, o ensino público.
Observamos que o Programa Universidade para Todos (PROUNI) vêm cumprindo sua proposta, que é a de ampla oferta de bolsas de estudos à alunos de baixa renda. O que ainda não está claro é seu impacto na qualidade de ensino das instituições que participam do programa, visto que lhes são oferecidos vários privilégios, fazendo do programa uma ação mercantilizada, onde o que se busca é ter mais isenção de impostos e investimentos do governo, e consequentemente mais lucratividade, dessa forma, o governo se exime de sua função que é a de garantir acesso à educação para todos, passando esta obrigação à terceiros. Cabe à sociedade cumprir seu papel, usufruindo dos programas, mas também exigindo e mantendo um padrão de qualidade para que em caso de prejudicados, estes não sejam os próprios alunos participantes do programa.
                        
5. REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da educação. Programa Universidade para todos – PROUNI. Disponível em: http://siteprouni.mec.gov.br/, acesso em 11/04/2015.

_______. Ministério da Educação / Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (MEC/ SASE), 2014. Plano Nacional de Educação – PNE. Disponível em: http://pne.mec.gov.br/images/pdf/pne_conhecendo_20_metas.pdf. Acesso em 12/04/2015

CARVALHO. Cristina H. A, O PROUNI no governo Lula e o jogo político em torno do acesso ao ensino superior. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010173302006000300016&lng=pt&nrm=iso. Acesso em 11/04/2015.


CATANI, Afrânio Mendes; HEY, Ana Paula; GILIOLI, Renato de Sousa Porto. PROUNI: democratização do acesso às Instituições de Ensino Superior?. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/er/n28/a09n28. Acesso em 13/04/2015.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Voltando para o Blog!!

Olá pessoal, andei um pouco sumida....
Por isto estou publicando aqui a promoção da Gente Miúda!!!

Volta Aulas


Logo postarei mais coisinhass!!!!

beijão!!

sábado, 24 de agosto de 2013

trajetória da disciplina de Educação Física - séc. XIX a 1996

Este trabalho sobre a trajetória da disciplina de educação física, foi feito por mime por mais duas colegas da universidade, sob a orientação da professora da disciplina de Currículo  espero que este trabalho contribua para sua pesquisa.
Acadêmicas: Andrieli Dal Pizzol, Erica Krupek e Daniele Fernanda Ribeiro.                           
     4º Pedagogia Pitanga Pr  UNICENTRO
Disciplina: Educação Física
Ano
Fato
Século XIX
Vinculada às instituições militares e à classe médica. Favorecia a educação do corpo, tendo como meta à constituição de um físico saudável e equilibrado organicamente, menos suscetível as doenças.
1851
Com a Reforma Couto Ferraz, tornou a Educação Física obrigatória nas escolas do município da Corte.
1882
Rui Barbosa deu seu parecer sobre o Projeto 224 – reforma Leôncio de Carvalho, decreto nº 7.247 de 19 de abril de 1879, da Instrução Pública, defendeu a inclusão da ginástica nas escolas e a equiparação dos professores de ginástica aos das outras disciplinas.
Século XX
No início deste século, a Educação Física, ainda sob o nome de ginástica, foi incluída nos currículos dos estados da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo. A educação brasileira estava sobre forte influência do movimento escolanovista, que evidenciou a importância da Educação Física no desenvolvimento integral do ser humano. Era baseada nos métodos europeus, que se firmavam em princípios biológicos.
A partir de 1929
A disciplina de Educação Física tornou-se obrigatória nas instituições de ensino para crianças a partir de seis de idade e para os ambos os sexos, por meio de um anteprojeto publicado pelo então Ministro da Guerra, General Nestor Sezefredo Passos.
1930
No Brasil, dentro de um contexto histórico e político mundial, com ascensão das ideologias nazistas e fascistas, ganham força novamente as ideias que associam a eugenização da raça a Educação Física. O exército passou a ser a principal instituição a comandar um movimento em prol do “ideal” da Ed. Física que se mesclava aos objetivos patrióticos e de preparação pré-militar. Eugênico: objetivos higiênicos, prevenção de doenças. A inclusão nos currículos não havia garantido a sua implementação prática, principalmente nas escolas primárias. Com o processo de Industrialização a disciplina ganha novas atribuições: fortalecer o trabalhador, melhorando sua capacidade produtiva, desenvolver o espírito de cooperação em benefício da coletividade.
Final da década de 1930 e início da década de 1940
Ocorreu o que o Conselho denomina como um processo de “desmilitarização” da Educação Física brasileira, isto é, a predominância da instrução física militar começou a ser sobreposta por outras formas de conhecimento sobre o corpo e, com o fim da II Guerra Mundial, teve início um intenso processo de difusão do esporte na sociedade e, consequentemente, nas escolas brasileiras.
1942
A Lei Orgânica do Ensino Secundário, promulgada em 09 de abril de 1942, permitiu a entrada das práticas esportivas na escola, dividindo um espaço até então predominantemente configurado pela instrução militar.
1961
Com a LDBN deste ano, ficou determinado a obrigatoriedade da Ed. Física para o ensino primário e médio, sendo assim, o esporte passou a ocupar cada vez mais espaço nas aulas desta disciplina.

1964
Sofreu as influências da tendência tecnicista, assim o ensino era visto como uma maneira de se formar mão de obra qualificada. Nesta época ocorreu a difusão dos cursos técnicos profissionalizantes. Deste modo a disciplina era voltada para o desempenho físico e técnico do aluno.
1968 e 1971
Com a Lei nº5.540 e Lei nº 5.692, tem seu caráter instrumental reforçado: era considerada uma atividade prática, voltada para o desempenho técnico e físico do aluno. Com o decreto nº 69.450/71, considerou-a como “a atividade que, por seus meios, processos e técnicas, desenvolve e  aprimora forças físicas, morais, cívicas, psíquicas e sociais do educando”.
1980
Estava voltada principalmente para a escolaridade de quinta a oitava séries do primeiro grau, passou a priorizar o segmento de primeira a quarta e também a pré-escola. O enfoque passou a ser o desenvolvimento psicomotor, tirando da escola a função de promover os esportes de alto rendimento. Mas isto não chegou a ser efetivado, pois os esportes de alto rendimento ainda são as principais atividade desta disciplina.
1990
Foi elaborado o documento intitulado Reestruturação da Proposta Curricular do Ensino de Segundo Grau – Paraná, também para a disciplina de Educação Física. Representou um marco para a disciplina, destacou a dimensão social da Educação Física e possibilitou a consolidação de um novo entendimento em relação ao movimento humano, como expressão da identidade corporal, como prática social e como uma forma do homem se relacionar com o mundo. A proposta valorizou a produção histórica e cultural dos povos, relativa à ginástica, à dança, aos esportes, aos jogos e às atividades que correspondem às características regionais.
1996
Com a LDB nº 9.394 buscou-se transformar o caráter que a Ed. Física assumiu nos últimos anos ao explicitar no art. 26 §3º, que “a Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos”. Dessa forma, ela deve ser exercida em toda a escolaridade de primeira a oitava série.  Passa a ser obrigatória, sendo facultativa ao aluno quando:
·         Há jornada de trabalho for igual ou superior a 6 horas;
·         For maior de 30 anos;
·         Estiver prestando serviço militar;
·         Quando tiver doenças graves.
·         Tem filhos.

Referências:
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Educação Física. Curitiba: SEED, 2008

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Secretária da Educação Fundamental. 3 Ed. – Brasileira: A secretaria, 2001.